ax novinhaix

STOP BODY SHAMING!

STOP BODY SHAMING!

primeiramente, bom dia.

coméquivai?

coméquivai?

Ao que parece, todo mundo tem algo que desgosta (essa palavra existe, certo?) em seu corpo. Seja a orelha, o cabelo, pernas tortas, enfim, mas poucos entendem o que é o preconceito em relação ao corpo como uma pessoa gorda (sim, usei a palavra pois, ao ler mais sobre o assunto, eufemismos podem ser tão prejudiciais quanto usar esse adjetivo, gorda, como algo pejorativo) 

Qual é o seu número? Uma pergunta indiscreta para qualquer mulher...

A numeração das roupas é um dos grandes mistérios e que afeta a todos em diferentes graus. Uma padronização de tamanhos facilitaria a compra para a cliente e diminuiria a quantidade de trocas, mas, apesar de terem sido feitos estudos no Brasil pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), ainda não é regra e não existe algum tipo de fiscalização.

Aqui embaixo ta tendo um videozito para mostrar melhor como é totally fucking crazy essa coisa de numeração entre as lojas:

 

Como se viu no vídeo acima, a numeração agora faz parte da estratégia de marketing das marcas, que olham seu público alvo e deliberadamente definem a numeração, ou seja, o problema de comprar um número de calça diferente talvez não tenha relação com seu corpo, entende?! Pode viver sem culpa... 

O mercado plus size vem crescendo porque ainda é uma consumidora pouco trabalhada pelas marcas (a grande maioria trabalha a numeração até o 46). Muitas somente aumentam a graduação das peças, sem levar em consideração as medidas ou qualquer estudo de modelagem. Não é só difícil achar roupa no seu tamanho, mas principalmente uma que caia bem.

 

Close errado!!!

 

Vocês são lindas manas, porém, o perfeito fica a cargo de cada um não? 

Vocês são lindas manas, porém, o perfeito fica a cargo de cada um não? 

Algumas marcas estão abrindo espaços em suas campanhas para modelos e mulheres com corpos de diferentes padrões, especialmente as de lingerie (talvez por ser um segmento que mostra muito o corpo feminino, muitas vezes num padrão difícil de alcançar), mas foi uma das principais marcas desse segmento que errou feio, errou rude: Victoria Secrets. Em 2014 eles decidiram criar uma campanha para os novos modelos do sutiã “Body”, e para mostrar sua versatilidade e caimento, usou as angels (tops altas e magras) com os diferentes modelos atrás da frase “The Perfect Body”. 

 

 

 

 

Não só as clientes reclamaram, entrando até com petição online para o fim da campanha junto com a #iamperfect, como outras marcas deram uma resposta. No mesmo ano a Aerie, linha de lingerie da American Eagle, se comprometeu em fazer campanhas das coleções com mulheres reais, que trabalham na empresa ou são clientes, mostrando diferentes corpos e sem retoque (desde então, suas vendas só aumentaram).

the sun gallery

A mudança do padrão da publicidade na moda está longe de acontecer. Poucas modelos maiores que o tamanho 36 tem uma carreira de sucesso fora do mercado segmentado plus size e campanhas e editoriais são ainda pontuais. Quando uma marca faz uma campanha com uma modelo gorda (a mais recente foi a da C&A), logo vira polemica: “Não é gorda o suficiente”, “Retocaram mesmo assim a foto?” “ela é curvilínea, e não gorda”. Tem que tomar cuidado para que a marca não deixe de incluir modelos de todos os tamanhos com medo de má publicidade, mas isso só mostra a falta de visibilidade que os gordos têm.

Vamos sempre falar do Dia do Gordo, para buscar uma maior representatividade, ou uma representação correta, pois só assim a moda vai poder mudar e dar mais passos para frente.

 

 

 

BeleZA não, BeleZAS! Com Débora Fomin

BeleZA não, BeleZAS! Com Débora Fomin

Fernandinha! Musa vegana do vôlei <3

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