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Equilibrando o Sol de dentro

Equilibrando o Sol de dentro

Receber a energia do Sol e saber quando usar força, impulso e paciência para equilibrar as ações é o que Marcelo Del Bigio busca para usar todo seu potencial de corpo e mente 

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Marcelo é surfista, curtir Sol e praia já está no seu sangue. Além de pegar ondas por aí, ele também pratica escalada indoor e é amante de bicicletas, "Não sou atleta mas esperto me aposentar como um." diz. Com os esportes ele aprende a equilibrar a vida. Pois não basta só ter um corpo que se movimenta, é preciso usar a inteligência. Estratégia e concentração fazem toda a diferença. O grande desafio de praticar esportes é chegar mais longe, com menos investimento de energia. Aprender que o erro faz parte, e que não é motivo para desistir. Mas tomar com mais garra o desafio e trabalhar os movimentos até conseguir, "É algo parecido com ganhar ou perder. Tipo, tentar fazer aquele movimento de uma forma melhor, ou saber que você já fez aquilo melhor e que seu cérebro só jogou na caixinha da amnésia. São pensamentos mais animais, primitivos, instintivos."

Não precisa ter essa pegada esportista como o Marcelo para saber que os tombos fazem parte da vida, mas a prática diária, ou pelo menos frequente, ajudam a gente a absorver com mais naturalidade o quanto esses momentos ensinam a gente a levantar mais forte e mais experiente para o que vier. E assim como ele, aprender a ver o lado bom das coisas e dar valor para o que realmente importa, "Eu já passei varias coisas ruins nessa vida, como qualquer um. Mas quando ganhamos vivência, do que e com quem se importar, e o que vale a pena ou não, a gente vive mais leve sabe. Vê o mundo com mais saídas, mais alternativas, aproveita os momentos certos."

De quebra ainda dá para aproveitar aquele Sol durante uma corrida, ou surfe. Sentir o calor da vida correndo pelo corpo durante os exercícios, e liberar a mente de todo o estresse para isso que o Marcelo chama de viver mais leve, e me explica o que é: "Tentar aproveitar ao máximo o seu dia, o poder do seu corpo e da sua mente, independente de onde estiver, seja na praia, cidade...Eu acredito que se eu fizer a minha parte nesse mundão pra quem precisa dela, já está ótimo."

Essa coisa de fazer a nossa parte no mundo é algo traz uma reflexão sobre todas as nossas ações, em consumo, em decisões, em tentar entender qual o nosso papel. A maior parte das pessoas não sabe isso exatamente, e nem o Marcelo, mas diz que pelo menos sabe o que não quer fazer: "Não quero magoar ninguém. Fazer o mal, ser uma pessoa dissimulada." E isso já é um grande começo para conseguir achar aquela luzinha que brilha dentro da gente, e ajudar a iluminar o mundo,. "Como indivíduo, ser animal, espero deixar a menor quantidade de resíduos nesse mundo. Parece besteira, soa um clichê, mas é algo muito simples pra se fazer. Transforma vidas para melhor, acho que assim a gente esta contribuindo. Jesus só teve um nesse mundo (risos), mas tenho que ter uma certa consciência do meu consumo, de minhas experiências. Não quero catequizar ninguém, só faço o que acho certo.", ele complementa.

Ter consciência sobre as consequências dos próprios atos e conseguir sentir essa vibe de paz que o Marcelo tem só pode vir de alguém que passa curte um por do Sol e tem o maior respeito pela natureza: "Eu gosto muito de pôr do Sol, de estar no meio do mato mesmo, trilhando até chegar numa praia deserta, numa cachu linda. Posso dizer que não tenho uma conexão, eu tenho permissão, e me resta aproveitar a plenitude do momento." 

O papo com o Marcelo foi cheio de filosofias, e eu nunca tinha pensado nessa coisa de sentir o medo como algo construtivo como ele me mostrou. Ele conta um pouco mais sobre isso e sobre Sol aqui oh: 

Qual a sua relação com o Sol?
Eu realmente acredito no seu poder físico e transformador. Não dá para tocá-lo, mas dá pra sentir o Sol. E alguma coisa entra em você e te revitaliza de uma forma mental. Você pensa nele passando por você, e aquilo te alivia de certa forma, difícil explicar...é uma energia mesmo.

O que se aprende praticando esportes?
Autoconhecimento é o que mais se aprende num esporte. Você enfrenta seus medos de perder. Não tem a ver com se sentir animal, mas algo acontece, diferente de quando estamos praticando uma atividade rotineira, e uma atividade esportiva. É um medo gostoso. Você quer ter ele, mas sabe que ele podia ser maior, mas pra ser maior tem q perder esse.

O que te dá medo e adrenalina?
Conseguir superar esses desafios do esporte, a maior onda que já peguei, a pior condição de mar que enfrentei, principalmente o que não depende de mim.

Como enfrentar esse medo? E como ir para o próximo?
Perdendo o anterior. Se você tem medo de alguma coisa e na sua cabeça você pensa que talvez daria conta do recado. Parece um sinalzinho pra você quebrar ele, num esporte, essa complexidade vai aumentando, que pode ser traduzido pelo controle desse medo, ou a capacidade de sentir que você consegue "dar conta do recado". Quando eu tento eu geralmente consigo.

Em que momentos você sente que está mais conectado com você mesmo?
Nos de maior medo e que também nos que dão mais prazer, mais adrenalina.

Qual a coisa mais importante que você aprendeu e gostaria passar? 
Que as pessoas não percam a sua paz interior, sua bondade, sua capacidade de se solidarizar com os mais oprimidos e esquecidos. E se lembrar de quem somos, de como somos capazes e abençoados por termos o que temos. O que eu gostaria passar é: não desista do ser humano, porque você estará desistindo de você mesmo.

Você acredita no ser humano? Acha que ele pode carregar o Sol dentro de si?
Acredito sim! Como diz o Criolo: "As pessoas não são más, elas só estão perdidas."

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