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Minas nos negócios

Minas nos negócios

Oi!

Faz tempo que não escrevo por aqui, né?! Ando devendo uns textos por aí, mas já estou me atualizando. Sabe por que eu sumi? É que eu andei me envolvendo em uns projetos relacionados ao mundo de empreendedorismo e tecnologia e, participando disso, minha cabeça ficou a mil e acabei entrando em várias reflexões que queria compartilhar com vocês.

Eu percebi uma coisa muito importante e perturbadora nas últimas semanas: a falta de mulheres no mercado de tecnologia e a desigualdade de tratamento e salário entre os gêneros. E acho que, em mês de Outubro Rosa, é mega importante discutir isso. Você viu a pesquisa que saiu ontem dizendo que o Brasil levará 100 anos para igualar o salário de homens e mulheres? 

Obs: Já me desculpo antecipadamente por usar as expressões “feminino” e “masculino”, sei que não abrangem todo o espectro de gêneros, uso-os aqui justamente para ilustrar quão antiquados esses termos acabam sendo.

Eu sou da área da Comunicação, uma área geralmente mais “feminina”, e  mesmo assim já passei por situações em que tive que provar que fazia o meu trabalho tão bem quanto qualquer homem faria e já ganhei menos que um homem na mesma posição, mas nunca foi algo tão constante até agora.

Conversando com outras minas de áreas como design e TI, percebi como isso é muito pior e constante em mercados mais “masculinos”. Você sabia que as minas em TI precisam se provar o tempo todo e demonstrar que sabem as linguagens e que sabem programar tão bem quanto ou melhor que os caras? Enquanto um cara diz “eu sei programar em Java” e todos acreditam nele, quando uma mina diz a mesma frase, todos questionam SE ela sabe mesmo E QUAL a experiência dela nisso. ABSURDO, NÉ? Também acho!

Mas daí você vai falar pra mim: “Ah, mas isso não acontece sempre, depende da situação”. Não, isso acontece ALL THE TIME. Independente se em situações profissionais ou acadêmicas. Nós, mulheres, sempre temos que nos provar 10x mais que os coleguinhas homens. E, por termos que nos provar mais, nos esforçamos mais, estudamos mais e temos melhores resultados.

Além da conversa com essas minas, essa semana eu assisti um painel sobre Diversidade e tecnologia; as pessoas que estavam falando eram justamente mulheres que trabalham nesse mercado, uma delas uma mulher transexual. Elas falavam sobre como é difícil a inserção de mulheres nesse mundo porque, desde pequenas, não fomos incentivadas a seguir carreiras de tecnologia e gestão, mas as ligadas ao cuidado, como o magistério, a enfermagem. Como lidar, então, com isso? Como incentivar a entrada de mais mulheres na Tecnologia? Tem várias iniciativas aí pelo mundo e Brasil que estão buscando isso, como o Programaria, por exemplo.

Nos eventos, ainda, grande parte dos palestrantes são homens. Mesmo em um mercado mais aberto, como o de startups, ainda precisamos de muitos exemplos como a Cristina Junqueira, do Nubank, a Viviane Duarte do Plano Feminino e a Juliana de Faria do Think Olga para inspirar gerações de meninas e conquistar espaços.

A reflexão que trago hoje é justamente essa: Quem são as mulheres incríveis que você conhece e que conseguiram conquistar espaço em um mercado “masculino”? Que empreendem, pensam longe, desafiam o status quo e transformam o mundo, nem que seja o mundo em volta dela? Aposto que são várias! Compartilhem com a gente quem elas são, gritem para o mundo sobre elas, faça a diferença com a gente!

Pra terminar, você já viu o vídeo dessa secundarista enfrentando o Congresso essa semana? Veja e se inspire com a gente! <3

 Um beijo, de uma mulher que acredita no futuro e nas novas meninas!

Vamos falar sobre o luto?

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Orgulho Pink!

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