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Maracatu, energia e verdade

Maracatu, energia e verdade

O papo de hoje é um convite a ousadia, a conhecer si mesmo e celebrar a brasilidade. O The Sun Gallery agradece <3

Olá!  É um enorme prazer estar aqui compartilhando coisas boas, falando de Sol e de pessoas! :D

Sou alagoana, e venho de uma família cheia de mulheres fortes. Moro em São Paulo desde pequetucha e adoro saborear a diversidade que a cidade tem. Sagitariana que sou, sempre vejo o lado bom da vida, tô sempre a fim de viajar e valorizo muito a minha liberdade.  Medito, sou adepta ao veganismo, amo a natureza e acredito que a gente pode fazer desse nosso mundo um lugar melhor! Gosto muito de conhecer pessoas e ouvir o que elas têm a dizer, trocar energias e vibes positivas. Para mim isso é como alimento, me anima, me inspira e me ajuda a evoluir. 

Toda sexta a gente vai se encontrar por aqui, e te convido a conhecer pessoas incríveis que me deram a honra de bater um papo com elas sobre o que faz o Sol delas brilhar. Vou começar com uma pessoa que irradia luz só de olhar, a Renata Garcia.

Foto de Carolina Ribeiro

Foto de Carolina Ribeiro

A Re também mora São Paulo, e contou que todos os dias abre a janela e tem diante de si um espetáculo de céu e luz. Onde tem sempre um pôr do Sol de babar. Essa mulher é poderosa, viu? Dança e toca num projeto de Maracatu, investe no colorido e sai ousando por aí com seu cabelo maravilhoso.

Diante de tanta energia perguntei de onde vem essa solaridade? “O que mais aprecio é não me encaixar! ”. Disse que quando as pessoas olham para ela e dizem: "Nossa como você é diferente, queria ter um cabelo como o seu!", ela dá dica de largar a progressiva, mas que muita gente não tem coragem de olhar para si mesmo. Isso nos causou uma reflexão sobre os padrões que a mídia apresenta e como as pessoas se relacionam com isso, “Ter referências numa fase de transição da infância para idade adulta é muito importante, não basta sua mãe falar que seu cabelo é lindo e você querer ser igual a Barbie ou alguém que você viu na revista”, argumenta.

Concordamos que hoje melhorou, mas me disse que na adolescência a referência de cabelo crespo era a Ana Paula Arósio com o cabelo mega produzido, numa época em que as cabeleireiras não sabiam lidar, e inclusive muitas ainda não sabem. “Por mais que a maior parte da população tenha cabelo cacheado, estão com o cabelo alisado, então acaba sendo diferente ser você mesmo, as pessoas têm medo até de misturar estampas, tem medo de ousar”, diz Renata.

Encontrar a Renata é também encontrar o Sol, e você já vai entender o porquê. Ela participa de um projeto chamado Bloco de Pedra, um grupo de Maracatu que se reúne em uma escola na zona Oeste de São Paulo. “A energia que esse ritmo desperta é muito boa, o axé é muito forte. Somos todos brincantes, porque o Maracatu de verdade está lá em Pernambuco, mas seguimos a mesma ideologia das nações de lá de fazer junto. Ninguém é mais que ninguém, todo mundo faz um pouquinho. ”

Fotos de Rita Santander

É engraçado que a gente não percebe que olhar para si mesmo vai além do espelho, tem a ver com a nossa origem, nossas raízes, e foi isso que a Re me mostrou. “Isso é cultura popular. Na rua, na hora que dá! Ainda é uma descoberta para muitos brasileiros. Não temos muito contato no dia a dia, e na escola o que a gente aprende é muito folclórico, desenhado, o índio que a gente aprende não é o índio de verdade, é praticamente mentira. É uma coisa de se encontrar, com seus ancestrais, o que formou o Brasil, sabe?"

Mesmo sem conhecer os lugares, através da musicalidade, ela foi até Pernambuco, viajou no tempo e compreendeu o que faz parte de suas raízes. “É uma sensação de se jogar, tudo que tem música faz isso, e essa coisa de ancestralidade é muito importante. Ainda hoje, algumas pessoas têm preconceito com o que veio dos escravos, dos quilombos, da senzala, mas para mim tudo que veio da senzala é amor. ” Essa atitude de se descobrir deixou a Re cada vez mais amiga do Sol, das cores e de si mesma. “Gosto de ser vista e de estar no Sol, de fazer tudo que me dá vontade e não ficar colocando empecilhos, por causa disso, daquilo. Até tatuei uma pena de pavão por isso. ”

Depois de tanto papo, e levantar a bandeira sobre questões superimportantes como valorizar a nossa cultura e quem a gente é de verdade, com um sorriso no rosto ela completa: “O Sol é uma fonte de energia muito forte, que me alimenta todos os dias, eu sinto essa energia, e quando paro e troco com ele, fico pensando, que não é só você que recebe, acho importante dizer "Olha, eu tô aqui pra você".

Para conhecer mais do Maracatu procure o projeto Calo na Mão. =D

Foto de Emei Guia Lopes

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Foto de Rogério Nunes

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Bora hidratar esses lábios?

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Abacate pra dar e vender no meu primeiro post!

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