ax novinhaix

Menos é mais. Sempre foi, gente.

Menos é mais. Sempre foi, gente.

Simplicidade é o último grau de sofisticação. Sabia?

 

 

Leonardo da Vinci foi cientista, matemático, arquiteto, engenheiro, pintor, escultor,poeta, músico e mais mil coisas... enfim, um artista completo e memorável. Quando uma pessoa de tantos talentos lança essa máxima ao mundo, exaltando o valor do simples, do elemento íntegro, a ausência de complicação e de rebuscamento me leva apensar o que seria essa simplicidade e o que seria encarar a vida de uma forma simples num tempo em que as crises vão de A a Z e nossa atenção se perde em meio a tantos estímulos (?).

 

Depois de um vácuo mental que tive ao me fazer esta pergunta, resolvi procurar dissecar a palavra – simplicidade – e encontrei uma explicação que achei boa;

“Simplicidade é a qualidade do que é simples (que não tem composição, não carece de ostentação ou não apresenta grande dificuldade). Este adjetivo pode aplicar-se às pessoas ou aos objetos (...) Uma coisa simples pode ser aquela que não tem artifício nem grande elaboração. Tratando-se de pessoas, a simplicidade está relacionado com seres humanos que agem com naturalidade e sem ostentação. As pessoas simples são naturais e espontâneas, rejeitam o protocolo e preferem a informalidade...”

Lido isto pensei então que simples é a amizade, é respeito, simples são aquelas pessoas que são acessíveis e com quem o tempo passa voando, pessoas que debatem e não impõem o pensamento. Simples é uma flor que nasce no asfalto, é a alegria do seu animal de estimação, simplicidade é transparência, é o que está a flor da pele, aquilo que é fácil de ser transmitido porque está ali, presente, faz parte e não é forçado. Não demanda apresentações porque é intuitivo, vem de dentro, não pede formalidades porque entende que em grande parte a formalidade é perda de tempo, não pede luxo, porque entende que palácios são belos, porém frios.

 
SIMPLES THE SUN GALLERY
 

 

E nesse enredo me peguei pensando nas amenidades que os “ouros” da vida nos trazem, francamente não sou daqueles que creem no dito popular que diz que - dinheiro não traz felicidade – traz felicidade sim, traz viagens, conforto, segurança (em alguns aspectos), novas paisagens e uma certa liberdade, festas, vinho, contatos... mas eu reconheço que todos essas facilidades não valem, não tem sabor se não houver com quem dividir, com quem conversar, com quem partilhar todas essas amenidades que as riquezas do mundo trazem, o mito do Rei Midas está ai para provar. Não é mesmo?

Tudo nesse mundo vive em sociedade e equilíbrio, nada se faz ou se sustenta sozinho, tudo é relação, equilíbrio, reflexo, é ecossistema, está interligado e interconectado, e nesse sentido volto a pensar na máxima de da Vinci

 

 a simplicidade é o último grau de sofisticação

 

Só um homem com vasto conhecimento e cultura poderia, no auge do renascimento, da supervalorização do ser humano, do humanismo, da racionalidade (que também se desdobrou no apego ao luxo, no conforto, no prazer e no exibicionismo) para alcançar um estado de ideia tão leve e desprovido de alegoria...

Haja experiências e traumas para se chegar a essa simplificação poética de um problema tão vasto que seria a perda do que somos, a perda da nossa simplicidade, perda da essência em meio ao mundo vasto, tentador e cheio de distrações.

Concluo então que a pergunta inicial – o que seria encarar a vida de forma simples? – não poderia ter uma resposta complexa, imagino que encarar a vida de forma simples é ser simples. Atraímos o que somos então, seja simples e simples a vida será, seja autêntico e o que for falso não cruzará o caminho, ou se cruzar, não se demorará.

 

 

Por hoje é só pessoal, e que a Vibe esteja conosco! 

Neste momento me retiro ao vinho!

Cepola e Patata

Cepola e Patata

Smells like Aromaterapia

Smells like Aromaterapia