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O poder está em nossas mãos. Vote!

O poder está em nossas mãos. Vote!

Eleições? Quando? Quem? Como?

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Eu me considero uma mulher muito privilegiada, não somente eu nasci em uma era onde eu não sou propriedade de homem algum, eu também possuo o direito mais importante quando o assunto é política: o de votar e ser votada.

Eu, que nunca gostei de horário político (gente, e quem gosta?), época de eleição então me dava calafrios, em 2006 me encontrava em um dos meus primeiros desafios da vida adulta: aula de Ciência Política. 

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E olha, eu posso até tentar culpar o professor e a parte didática da aula, mas a verdade era que eu pouco me interessava e me importava com o assunto. Com o tempo fui entender a importância de saber sobre a política do meu país. No entanto eu comecei a ficar curiosa quanto ao passado, eu realmente queria entender quais foram os passos que nos levaram ao nosso atual sistema político brasileiro.

A história das eleições no Brasil oscila bastante durante diversos períodos. Em 1821 as primeiras eleições gerais foram realizadas em nosso país, mas só em 1881 foram estabelecidas as eleições diretas com voto aberto. Se considerarmos a população da época, quem votava? Homens e mulheres? Não, a mulher só obteve o direito de votar e ser votada em 1933. E os negros e os índios? Até 1934 negros, pobres e analfabetos não tinham o direito ao voto, o único que votava até então era homem branco acima de 25 anos. Com certeza um consenso era muito mais provável quando não se tem diversidade na hora de votar.

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Para chegarmos ao sistema de voto atual a Justiça Eleitoral que regulamentava as eleições foi criada em 1932 e logo extinta durante a ditadura (1937-1945) e reinstituída no governo Dutra (1946-1951), porém é alterada mais uma vez para indiretas durante o Regime Militar (1964-1985). Fica bem claro que estabilidade eleitoral nunca foi nosso forte, não apenas isso, mas também é perceptível quão vulnerável politicamente o país sempre esteve.  

Mas nem tudo sempre esteve perdido, houve evolução em alguns aspectos. A informatização da Justiça Eleitoral em 1983 trouxe a modernização para nossa política e doze anos depois se iniciavam a votação eletrônica e desde 2010 foi implantada a urna biométrica possibilitando o voto com a digital. Somos um país grande de população ampla, esses aspectos definitivamente facilitaram, pois hoje em dia basta ser brasileiro acima de 16 anos para votar e depois dos 18 é algo obrigatório. Ou seja, homens e mulheres de todas as raças e credos não apenas possuem o direito ao voto, mas representam necessidades distintas e aleatórias. Como chegar a um consenso? 

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E agora em 2016, o que será das nossas eleições para prefeito e vereadores? Nos últimos anos as eleições tem sido grande alvo da polarização de opiniões. As pessoas não somente possuem opiniões opostas, mas elas também querem expô-las em debates que muitas vezes acabam em desavenças nada construtivas. Esse comportamento atual está atrelado às mídias sociais onde qualquer um tem "voz" e pode "gritar" mais alto sob a proteção de uma tela. 

E no cara a cara? Também tem! Os bares estão cheios de pessoas discutindo política e as festa de família também não perdem a oportunidade de debater sobre política; a diferença entre o cara a cara e o online é bem clara: o respeito ou a falta dele. Na internet os covardes xingam e ofendem deliberadamente sem pensar nas consequências. Ao vivo na maioria das vezes as pessoas se ponderam mais, porém, recentemente até ao vivo conflitos mais agressivos ocorrem. Culturalmente, o brasileiro é considerado pouco politizado, mas de um tempo para cá isso tem mudado de uma forma bem rápida, porém, hostil. 

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Partindo da nossa atual crise política os meus questionamentos são: Como aprendemos sobre política? Em casa? Na escola? Como nos informamos? Como sabemos distiguir a opinião da massa da nossa própria? As opiniões são baseadas em diversas fontes de informação. A televisão, por exemplo, é o meio de informação mais utilizado ainda, mas a internet tem ganhado muitos navegantes de todos tipos, com dominação maior entre os jovens. Há quem use todos os meios de informação possíveis e, por incrível que pareça, são esses que estão mais aflitos, pois o excesso de contradição entre as mídias é estrondoso e é nisso que devemos tomar muito cuidado. Muitas das desavenças que vemos nos debates estão cercadas de informações erradas e muitas vezes tendenciosas. Como escolher um candidato diante de tanta informação corrompida? Em quem confiar?

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Meu avô já dizia: "leia sempre, leia tudo, mas leia nas entrelinhas". Ele afirmava que mesmo uma opinião antiquada tem argumentos que devem ser analisados. Não aceite o que está escrito por alguém como verdade absoluta. Sempre questione, entenda o contexto, e aí sim forme sua opinião. 

Minha proposta com esse texto é promover uma reflexão sobre a história e a cultura da política brasileira e seus eleitores. 

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Deixo aqui o melhor ensinamento que tive durante meus anos acadêmicos e até nas relações com amigos e familiares: se informe, questione, debata (com respeito), reflita; aí sim, vote!

Clã das Mulheres Selvagens_01

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Já olhou por onde pisa?

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